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"É hora de se embriagar! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha." Charles Baudelaire
quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Poeta do Corpo
Contorno lentamente o teu tracejado.
Contrastando com a sua alva tez,
São como rimas, interpostas perfeitamente
Atiçando a minha varonil avidez
Trago na ponta da língua a tua poesia
De onde emanam os mais doces perfumes
Tomado pela perversão em demasia
Abstenho-me dos católicos “bons costumes”.
As tuas páginas abrem-se em gozo
- Penetro lentamente à leitura -
Banhado ao concerto mais virtuoso
Toco suavemente a tua partitura
Em meio à leitura, tenros espasmos
E as páginas antes rijas, desfalecem
Olhos revirados, prévia de orgasmos
Momento em que nada e todas as coisas acontecem...
(Rafael de Oliveira)
quinta-feira, 1 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O poeta em mim
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Nascente
Tinha suor nas mãos, onde você se escondia
Era tarde e frio lá fora, mas lá dentro, ebulição
Amar era quase crime, mas o silêncio de cúmplice se fazia
E pra cobrir nossos “pecados”, um lençol e escuridão
Podia sentir o cheiro de amor que cobria o lugar
A música contracenando com os gemidos soltos no ar
O eriçar de nossos pêlos ao nos tocar timidamente
As novas sensações, delícias descobertas de repente
Em minha boca a sua, na sua a minha
A deleitar teu corpo, a descobrir-me, a cobrir-te
Sem saber o que iria encontrar, não me fazia de adivinha
No santuário de sua pele, eu era a própria, Afrodite...
07/07/2006
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Acelerado
Apenas sozinha, eu consigo me servir de você do jeito que quero
Eu posso subir por você como arrepio
Você pensa no mesmo quando te beijo
Posso sentir o cheiro de seus pensamentos
Quando estou a sós com você
Estou correndo em suas veias
Acelerado
Encontro sua direção,
E de sua saliva me ponho a beber
Todos os gostos quero provar
Os outros gostos que tem em você
E ao sentir tua pele em meus dedos
Posso cortá-lo sem querer
Posso cravar minhas unhas
Ferir mesmo você baby
Mas só se estivermos a sós
Se me encontro a sós com você
Minha mente não segura
Me vejo, assim, nua
Com suas mãos a minha nudez perceber
E eu me sinto tão quente
Tenho febre de quase ferver
E quando menos espero,
Estando a sós com você
Minha cabeça dá voltas
E eu não vou mais me segurar
É fogo que tenho nos olhos baby
E é ele que vai te queimar
É nele que vai se queimar
20/02/2009
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O acidente

O cheiro do teu sexo
esbarrou em meu nariz
fazendo uma brusca curva.
Desceu ladeira a baixo
e caiu escancara na rua
Meu Sexo.
O bairro Meu Corpo
alarmou-se.
Morreu o cheiro do teu sexo
na lança erguida e iluminada
que atravessou-lhe com gosto.
-Carlos Conrado
sexta-feira, 4 de março de 2011
Carnaval
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Antes que você feche a porta
Saudade II
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Mentiras sinceras,

Pra ser sincero eu queria acreditar somente no teu eu-lírico, fazer de conta que isso tudo é só Literatura e gozar das interpretações que por ventura me proporcionas... mas tua vida é poetizada além dos traços...
Pra ser sincero minha vontade é deitar tua prosa no meu colo e te afagar a nuca enquanto não falo nada... porque eu não sei dizer, só aprendi à cravar meu verso bem fundo no âmago da tua indecência. Pra ser sincero eu tenho fé em ti, ainda que menina enferma que traz nas veias abertas o gosto de todo o ouro e prata de que foi despojada... Se hoje vejo as tuas costas nuas, rememoro com saudade aqueles tempos em que, nativa & selvagem flor, foi rainha e trepava em teu trono com todo e qualquer aborígene num ritual místico que transcende todos os espólios da colonização... rememoro as intimidades espiadas à luz de (cara)velas... o mar revolto que te delineia ao dorso, as primeiras expedições que fiz adentrando em teu ventre que eu julgava ainda virgem... a conquista marcada à ferro, flecha & fogo! Rememoro o remorso de não ter ficado mais tempo ao teu lado, cuidando de ti como um irmão, em vez de te catequizar à força, mandando-te ajoelhar, fazer da tua boca devoção e rezar, gemendo e louvando o meu nome. Pra ser sincero isto me livraria de ter que ir à livraria pra tomar café. E teus pecados de ortografia não se tratam de deriva secular das línguas, crioulização ou transmissão irregular, mas do escrever nua, as coisas cruas, paridas ao vento. Falo do verbo querer! Queres com veemência o meu substantivo, sem pronomes, tributos ou pena.
Pra ser sincero eu não faço mais que simular com denodo a verdade.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Cortejo
..."tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento"...À despeito da literaturidade do que é lido sempre é suscitado um tanto de ceticismo... culpa da maldita teoria literária que se propõe analisar toda construção estética como trabalho da linguagem subjugando a mimesis daí proveniente... culpa daqueles malditos eruditos gregos da antiguidade, culpa desses pretensos críticos literários pós-modernos e, neste caso específico, culpa daqueles formalistas russos que enchiam a cara de vodca e lançavam-se a despojar os escritos alheios. Acho que é disso mesmo que eu precisava: um pedido de casamento inesperado, uma fotografia em preto e branco e chegar em casa embriagado em alta madrugada...
Baby, não se precipite, aprendi que literatura é fingimento, cá estou eu a fingir que finjo... "simulacro de efeito estético", despojo dos recursos de semiótica e blá, blá, blá... o teu nome vira pretexto para as minhas entrelinhas, folhas de outono caem nos "espaços do contratempo" e rima a concupiscência outra quimera calcinada.
Dado que nem falei nos deleites que a hermenêutica me permite gozar, neste meu ópio de fingir faço de conta que escreves só pra mim e me sinto único leitor em teu mundo. Tudo bem, eu sei que não é bem assim, sei que tens leitores mais assíduos do que eu, daqueles que vem, não comentam nada sequer, não seguem, mas sempre voltam, espreitos como quem está a fazer algo proibido e se encontram nas tuas linhas, fazem interpretações não demasiado literárias pois sabem que vivem nelas muito mais do que eu. É fogo fátuo que prefiro não acreditar nisso, realidade demais sufoca a poesia, então discorro solitário nos teus versos, passo as mãos nas tuas rimas e vejo elas eriçarem-se pra sentir o que trago em minhas páginas ainda brancas, prefacio a tua prosa bem devagarzinho e depreendo com saliva ao final de cada linha em um movimento concêntrico que irá nos levar à catarsis! Ao final fumamos juntos o cigarro da saudade e declamamos Pessoa, Quintana e Bandeira um pro outro, te vejo dar uma gargalhada de que tudo isso não aconteceu e acho teu sorriso ainda mais bonito. Tu pára o carro na mesma esquina em que me encontrou, nos despedimos com um beijo na testa, teu destino é o litoral enquanto eu espero outro farol ao longe que reduza a marcha, e, ainda parando, uma voz que me chama na janela e pergunta o preço.
Pendurada na orelha
Astronauta da saudade
Com a boca toda vermelha
Lágrimas negras caem, saem, dóem
São como pedras de moinhos
Que moem, roem, moem
E você baby vai, vem, vai
E você baby vem, vai, vem
Belezas são coisas acesas por dentro
Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento
Lágrimas negras caem, saem, doem"
Texto: Juliano Beck
Música: Jorge Mautner
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Outra vez
terça-feira, 21 de setembro de 2010
CONSUMAÇÃO

A minha distração não demorou muito para ser interferida por uma voz suave e com cheiro de vinho bem perto do meu ouvido esquerdo. Neste instante o meu sangue começou a ferver. Ela me deixava cada vez mais dependente do seu ser. Ela estava sentada ao meu lado, e logo movimentou as suas mãos ao encontro das minhas. Ao tocar-lhe as carnes dos dedos pude perceber a grandeza da sua energia. Ao tocar-lhe desnudei-a em meus devaneios e dei ênfase a uma nostalgia que nutri em mim por vários tempos. Percebendo-me incomodado por senti-la mais próximo, ela investe um beijo ardil e molhado no canto esquerdo do pescoço. Ela sobe a sua boca lasciva até o glóbulo de uma de minhas orelhas e, morde-me a atiçar os mais loucos suspiros. Era certo, o meu desejo era recíproco. Descontrolado agarrei-lhe a nuca e beijei-a de forma a parecer uma fera arfando o seu desejo após horas no cio. Sua pele branca, seus cabelos ruivos e seus lábios carnudos faziam dela uma mulher de beleza ímpar. Mesmo que existissem outras brancas de cabelos ruivos, nenhuma delas seria tão bela e desejada quanto à Anne. Beijar-lhe o colo era como despir a ternura. Arremessei o seu cachecol vermelho ao chão de forma branda e lenta como a compor uma canção New Age. Tirei-lhe a camisa e seu jeans que bem contornava as suas belas formas. Desci-lhe minhas mãos por suas curvas a estudar-lhe como uma das formosas esculturas de Rodin. O ritmo agora estava mais frenético... gostava de ouvi-la sussurrar em meus ouvidos pedindo-me para ser consumida. Aos pouco fui tirando o seu sutiã e desvendando-lhe mais e mais o íntimo. Seus seios eram como peras sedentas para serem mordidas. Não tinha como resistir... nem era preciso resistir pois a presa ansiava ser devorada!... Molhei-lhe os bicos e, por instantes, sentir-me como uma criança novamente. Sua pele tinha um gosto doce, talvez fosse o gosto de algumas flores, mas sim, havia cravo e hortelã em sua composição. Deitei-lhe no sofá. Ela não soltava os braços de mim a ponto de ferir-me com as unhas de suas mãos. Olhando atentamente em meus olhos, ela movimentou os braços e começou a tirar a minha camisa de botão de forma voraz e arremessou sobre o sofá. Mordeu-me os lábios e num riso sedutor anunciou que iria me morder do pescoço ao meio com intenção de me deixar mais louco ainda... Escorregando suas finas mãos sobre o meu corpo não muito atlético, mordidas famintas desceram rumo a minha calça. Ao chegar ao meio, ela soltou o botão e desceu o zíper da minha veste. Despido também diante da amada, ela agarrou-me com suas mãos e com sua boca desvelou-me por inteiro. Ajoelhada diante de mim, olhou para cima a tentar visualizar o meu rosto e dizer-me atentamente, que era minha, somente minha. Agarrei-lhe os braços e a fiz subir. Logo lhe tirei a calcinha e abri espaço entre suas pernas para que eu pudesse me encaixar. Naquele momento sentir-me o deus Heros a cravar-lhe sem dó a minha espada!... Não tínhamos a preocupação de que alguém pudesse nos observar ou até mesmo, vetar a nossa tão esperada consumação. Ela acreditava estar provida da segurança, pois só havia eu, ela, e um homem bêbado e desmaiado debaixo de uma ducha no banheiro do escritório. Estávamos sim seguros.
- Carlos Conrado
* Fragmento do livro "O Numismático" - primeiro romance de Carlos Conrado. No prelo com lançamento previsto para 2011.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Saiba
Você não gosta que eu diga (sinta)
Mas, estou com saudades...
Da tua pele
Da tua face.
Mas, nem precisa
Você é o único que sabe...
Da minha pele
Na tua carne.
domingo, 22 de agosto de 2010
A CONCRETUDE DOS GÊNEROS
sábado, 21 de agosto de 2010
Tu queres o meu querer?

Quero tuas pernas abertas
Escalando os meus ombros,
Quero beijá-la Xana.
Quero beber o teu suco
Deixar-te em êxtase,
Quero consagrar o teu cálice.
Quero amassar-te os seios e
Oferecer-te minha espada
Para que tu deixes-a segura
Junto à constelação do teu céu.
Quero penetrar-te a fenda e
Tocar-te o intimo, quero
Ouvir o canto de Clitóris.
Quero me entorpecer com o teu grito
Após comer-te as costas,
Quero explorá-la de quatro e
Deixá-la toda torta.
Quero ouvir os teus sussurros
Consumindo todo o prazer,
Quero gozar-te à boca e
Dar-te o que beber.
01/06/2007
domingo, 15 de agosto de 2010
Duo
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Ao parar de pensar
Ao parar de sentir
Ao parar de enxergar
Ao parar de relacionar-me com o mundo
Ao deixar de valorizar o ser humano
Ao parar de sonhar
Ao pensar que o que eu faço sempre é melhor do que o que os outros fazem
Ao tratar a morte e a desgraça alheia com banalidade
Ao acreditar que a morte é a solução para todos os problemas sociais
Quando isso acontecer morri
E acrescento, há mortos que pensam que estão vivos.
Alan S.
Sou alguém, sou alguma coisa
Posso estar dentro do outro
São tantos os caminhos que me conduzem a isso
A visão, o olfato, a audição, ah! a imaginação
Sou sustentado por ela
Guia-e aonde desejo ir
Fiel escudeira que me livra e me põe diante de quem eu quero e não quero
Sempre será um prazer viajar nessa embarcação
Quando estou nessa jornada esqueço-me de quem eu sou ou de quem gostaria de ser
Eu não existo
A velocidade, o contato, a excitação do momento, a coragem da exposição, a força física...
Quando penso que não conseguirei mais
Que não resistirei
O cansaço grita
Não dá!
Está bom!
Sim
Ejaculei.
Alan S.
você está mais solitária do que eu.
Quer o meu aconchego,
tenho percebido isso,
tal a sua presença constante
em mim.
Como poderia
um solitário consolar um triste?
Controverso,
incompatível,
descredibilizada relação,
desabilitada pela razão.
Ah vida medíocre e insólita,
mentirosa em suas promessas.
Os seres são iludidos pela conversa fiada que é proferida
por idiotas que trabalham a seu favor.
Quem te disse que podes afirmar por aí
que é fácil viver?
Nunca saberias!
Miserável!
Infame!
Louca!
Burra!
Coxa.”
Alan S.
Maria morreu
Pedro e João também
Paulo, Sérgio, Ruan, Carlos, Filipe, morreram
Katarina tão linda...
André, grande homem, coitado
Eduardo e Eduarda, tão parecidos
Ana e Paula morreram juntas
Os que transavam morreram
Chorando, gemendo, gritando...
Muitos morreram e morreram
Lutaram contra o mundo e contra si mesmos
Tentaram, buscaram, até o fim.
Inês é morta
Joana é morta
João Paulo é morto
Augustus é morto
Césares são mortos diariamente
Morreriam todos um dia
Eu estou vivo mesmo estando morto.
Alan S.
(.)
Mal-estar, pós-muidezas-modernismos no azul do desejo por ti.
sábado, 7 de agosto de 2010
DE LEIToR!

(Juliano Beck)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Duas quadras
Ivana Rodsi
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
TURISTA

Da melhor safra de uva
Fermentada na Suíça,
Que me deixaram alerta, issa!!!
Matei minha sede de viajar.
Fui na Índia ver índios brasileiros
Curtindo o turismo e a beleza
Daquele esplendido lugar.
Dialoguei com Nietzsche,
Briguei com os vikings
Que tentaram me amarrar,
Só porque eu disse:
-Eu estou muito doido!...
Não me deixaram completar
Que eu estava mesmo era a procura
De um bar que soubesse me aturar.
Eu vi gente de todo tipo,
Vi Baudelaire e Raul
Tentando plantar semente
Na cabeça do Rei Pelé,
Eu vi os astros, discos voadores,
Vi Ronaldinho Gaúcho tocando
Um rock, eu estava muito doido!!!
Traga-me mais uma dose mister garçom
Pois quero ver o mundo girar.
Perdoem-me o platonismo,
Se é que sei o que é isto,
Eu só quero estacionar
o meu carro abstrato
Numa pista de concreto,
Eu já estou até vendo
Isto é um tiro certo,
Na cabeça daqueles que tentam
Filosofar.
Eu quero ver o mundo girar
Yeh!!!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
AS VOZES

terça-feira, 27 de julho de 2010
NADA DE... MAS...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
- Não, não sei. - diz ela.
- Esta cidade é chamada de cidade fantasma.
- É mesmo? Mas não vejo nenhum fantasma por aqui.
- Eles existem. E pode acreditar, são extremamente perigosos.
Neste momento, eles se abraçam e ela começa a chorar como se tivesse acontecido a pior coisa do mundo.
- O que foi meu bebê? Estás chorando?
- Estou... snif... snif... Senti a presença de algo ao meu lado.
- Sou eu que estou aqui.
- Não és tu! É outra pessoa, respirando em meu pescoço.
Até então, não se acreditava em fantasmas e a eternidade deles.
- Fantasmas são pessoas que existiram e que ainda, não conseguiram desvincular-se do mundo material. Elas precisam, ainda estar aqui.
- Não existe fantasmas, não acredito em você.
E sai uma luz branca por trás dele, mostrando toda a sua áurea, e toda a sua identidade: um anjo.
- Meu Deus! Tu és um anjo?
- Sou meu amor! Não te falei antes, pois, iria se assustar, mas agora tenho de ir. Já cumpri o que tinha de ser cumprido.
- E o que era?
E o anjo sai.
sábado, 24 de julho de 2010
PÔR na graFIA.

é o meu próprio algoz
me entrega nas entrelinhas
entrelínguas ao leitor
me sacia os devaneios
e então cobra o seu valor
Pede o dobro só pra ouvir
o que te “falo”
e tu não presta
há
tem
são
Não! Tu nunca prestou!
Assim como a palavra
que se disputa
Santa porfia
simula orgasmos no papel
pra pôr na grafia
nele é vital ser infiel
Pra te ver
declamar
Toda semana
Vestes
O silêncio da palavra
E se diz
Puta
Escrita
Santa
Mulher.

















