sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Musa




Musa
Me usa
Abusa
Me suja
Me suga
Me aluga
Vem e cruza
Tuas pernas
Surra
Meu falo
Falo
Teu corpo
Em Êxtase
Uivaaaaaaaaaaaaaaaaa...


Carlos Conrado

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DESEJO




Desejo


O meu peito se reveste de armas
Para afogar o teu corpo em delírios e tramas,
Os meus olhos espreitam a janela de tua alma,
O chá que bebo não se abstraciona...
É simplesmente o puro sabor da imagem verdadeira,
Adoço com o amor que cultivei dos teus belos seios.
Tal qual um canibal celeste, refogo à tua carne em paz,
Para devorar- lhe as entranhas. Teus lábios
Navegam na barca do meu desejo,
Eu que não sou Camões, tampouco possuo o Tejo,
Apenas sou Pessoa que vive versejando odes à sua beleza,
Inteira, como algo haveria de lhe faltar?
Faço preâmbulos para o êxtase,
Não preciso da Lua para te fazer delirar...
Em tua presença à tristeza se estremece de medo,
O teu perfume é lenitivo de vida,
Quero sequestrar-te os olhos

Para que continues me fazendo sonhar.

-Carlos Conrado

terça-feira, 17 de abril de 2012

Poeta do Corpo


















Contorno lentamente o teu tracejado.
Lendo os teus versos - insânia erótica -
Soneto perfeitamente metrificado,
Refletido sutilmente à sua alvura gótica.

Teus longos cabelos deleitados docemente
Contrastando com a sua alva tez,
São como rimas, interpostas perfeitamente
Atiçando a minha varonil avidez


Trago na ponta da língua a tua poesia
De onde emanam os mais doces perfumes
Tomado pela perversão em demasia
Abstenho-me dos católicos “bons costumes”.


As tuas páginas abrem-se em gozo
- Penetro lentamente à leitura -
Banhado ao concerto mais virtuoso
Toco suavemente a tua partitura


Em meio à leitura, tenros espasmos
E as páginas antes rijas, desfalecem
Olhos revirados, prévia de orgasmos
Momento em que nada e todas as coisas acontecem...
                                                               (Rafael de Oliveira)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O poeta em mim

O poeta em mim
Quer seu corpo nu
A se desmanchar
Sem pudor algum
De se fazer amar
O poeta em mim
A chama de puta
Como quem a insulta
Para acariciar
O poeta em mim
Precisa prová-la
Como quem se deleita
Da melhor caça
O poeta em mim
Faz de ti escrava
E não disfarça o prazer
Que isto lhe dá
O poeta em mim
Fala só pra ferir
E depois consolar
O poeta em mim
Não se cansa de receber
Pois já é gasto de tanto se dar

17-02-2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Nascente


Tinha suor nas mãos, onde você se escondia
Era tarde e frio lá fora, mas lá dentro, ebulição
Amar era quase crime, mas o silêncio de cúmplice se fazia
E pra cobrir nossos “pecados”, um lençol e escuridão
Podia sentir o cheiro de amor que cobria o lugar
A música contracenando com os gemidos soltos no ar
O eriçar de nossos pêlos ao nos tocar timidamente
As novas sensações, delícias descobertas de repente
Em minha boca a sua, na sua a minha
A deleitar teu corpo, a descobrir-me, a cobrir-te
Sem saber o que iria encontrar, não me fazia de adivinha
No santuário de sua pele, eu era a própria, Afrodite...

07/07/2006